Informação sobre epilepsia, causas, sintomas e tratamento da epilepsia, incluindo o seu diagnóstico, e fornecendo dicas para que quem sofre com epilepsia, de modo a que cada pessoa possa melhorar a sua qualidade de vida.


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terça-feira, 5 de junho de 2012

O que fazer face a um caso de crise epilética

É muito importante que durante a crise haja pessoas por perto que possam dar auxílio.
Caso contrário, a pessoa pode se machucar, até apresentar traumatismo na cabeça e passar a ter complicações por causa disso. A população deve conhecer e reconhecer uma crise convulsiva e não se desesperar no momento em que ela ocorrer, prestando socorro adequado.
Há muitas coisas que não são verdade com relação à Epilepsia. Por exemplo, pensa-se que durante a crise deve-se puxar a língua da pessoa para fora, para que ela não enrole e seja engolida.
A língua é um músculo que durante a crise fica duro, assim como todos os outros músculos. Por isso, não se enrola e nem pode ser engolida.
Outro erro comum é a tentativa de colocar um objeto duro na boca da pessoa ou tentar abrir sua boca, evitando que ela morda a língua. Porém, com isso, há um risco maior de machucar a pessoa, ou mesmo quem está tentando lhe ajudar. O mais correto é não fazer nada nesse sentido.

O que fazer
  • Manter-se calmo
  • Posicionar a pessoa de lado
  • Apoiar a cabeça
  • Afastar os objetos e as pessoas
  • Acalmar os observadores
  • Aguardar o término da crise
  • Orientar o paciente após a crise
O que NÃO fazer
  • Se apavorar
  • Colocar objetos ou a mão na boca da pessoa
  • Tentar “desenrolar a língua”
  • Sacudir
  • Dar líquidos
  • Aplicar substâncias ou álcool no corpo da pessoa

Que deve fazer se o meu filho tiver uma crise de epilepsia

Algumas dicas para o caso de o seu filho vir a ter uma crise de epilepsia:
  1. Mantenha-se calmo. A maioria das crises dura 1-3 minutos, não necessitando de recorrer ao Serviço de Urgência;
  2. Previna traumatismos, movendo os objectos que estejam perto;
  3. Deite a criança de lado voltada para a esquerda, no chão ou na cama;
  4. Desaperte-lhe a roupa em volta do pescoço;
  5. Coloque algo mole sob cabeça da criança (o seu casaco, por exemplo);
  6. Não coloque nada na boca da criança;
  7. Observe atentamente a crise: duração, características;
  8. Se o médico prescreveu Stesolid? rectal, use-o se a convulsão não parar ao fim de 3 minutos;
  9. Após a crise a criança fica sonolenta e confusa. Não a perturbe, fique a vigiá-la até que recupere totalmente.
O que não deve fazer durante uma crise:
  • Não tentar contrariar as convulsões usando a força;
  • Não colocar objectos ou as mãos na boca da criança;
  • Não atirar água à criança, não sacudi-la nem dar-lhe palmadinhas;
  • Não dar água, medicação oral ou comida até a criança estar completamente acordada.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Reconhecer uma crise epiléptica nas crianças

Existem vários tipos de crises epilépticas. Habitualmente as crises são facilmente reconhecidas pelos pais. Dependendo do tipo de crises, pode haver um ou mais dos seguintes sinais:
  • Olhar fixo (5-10 segundos), sem resposta à estimulação;
  • Perda súbita da força muscular com queda;
  • Pestanejo rápido ou revulsão ocular;
  • Movimentos da boca (mastigação) ou da face;
  • Movimentos rítmicos (“estrebuchar”) de todo ou parte do corpo;
  • Perda de urina / fezes;
  • Mordedura língua / bochecha;
  • Perda de consciência com queda;
  • Comportamento confuso, sem objectivo.
Embora a maioria das crises não tenha factores desencadeantes identificáveis, algumas situações podem aumentar o risco de sofrer crises, com o sejam:
  • Falha de toma de medicação;
  • Estímulos luminosos;
  • Febre / Infecções;
  • Consumo de álcool;
  • Cansaço físico e mental / stress;
  • Sons bruscos;
  • Privação de sono;
  • Alterações menstruais.

Crise epiléptica

Uma crise epiléptica é a manifestação de um distúrbio cerebral subjacente e deve ser avaliada considerando-se, além de suas características semiológicas, outros fatores como idade do paciente quando de sua ocorrência, dados do exame físico, padrões eletrencefalográficos e resultados de estudos de imagem. Essas informações devem ser reunidas para possibilitar o diagnóstico sindrômico, fundamental para a determinação do prognóstico, bem como para orientar a necessidade de outros procedimentos diagnósticos e a programação terapêutica. O conhecimento da síndrome epiléptica permite ao clínico formular uma hipótese racional sobre a necessidade do tratamento com medicação antiepiléptica e se assim for, qual delas deve ser escolhida. Portanto, o primeiro passo na avaliação da doença de uma pessoa com crises epilépticas, é a classificação do(s) tipo(s) de crise(s) e em seguida, a classificação sindrômica.

Crise epiléptica é definida como a manifestação excessiva e/ou hipersíncrona resultante da atividade epiléptica, usualmente autolimitada de neurônios cerebrais. Quando estas não apresentam curso autolimitado são denominadas crises contínuas e configuram o quadro de status epilepticus. Status epilepticus é definido como uma crise duradoura, que não mostra sinais clínicos de interrupção após o tempo habitual da maioria das crises daquele tipo na maioria dos pacientes, ou ainda a ocorrência de crises recorrentes sem que a função do sistema nervoso central retorne ao período interictal.
As crises epilépticas cursam com graus diferentes de envolvimento muscular. O evento motor consiste de um aumento ou diminuição da contração muscular, o que define um fenômeno positivo e negativo, respectivamente. O aumento da contração muscular pode ser do tipo tônico (significando contração muscular mantida com duração de poucos segundos a minutos), clônico (no qual cada contração muscular é seguida de relaxamento, originando abalos musculares sucessivos) ou mioclônico (contrações musculares muito breves, semelhantes a choques).
Diminuição da contração muscular caracteriza as mioclonias negativas e as crises atônicas.
Índice dos artigos relativos a Epilepsia